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O guarda do puteiro.

By 18:17



Como fazer da crise sua aliada.


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Conta uma historia, que um senhor chamado Joãozinho era guarda num puteiro.
   Num certo dia chegou à cidade um homem rico com grandes idéias, disposto a investir em um negócio no vilarejo.
   Logo tomou conhecimento, sobre um estabelecimento, bastante antigo e decadente.

   Como era um negócio com possibilidades de grandes ganhos, o tal homem resolveu comprar o velho puteiro da cidade.
   Mas antes de fazer as mudanças necessárias, o homem convocou todos os funcionários para uma reunião.

   Disse-lhes que apesar de todas as modernizações que pretendia fazer, ele não iria demitir nenhum funcionário, e que todos seriam aproveitados de acordo com as necessidades do estabelecimento.
    No dia seguinte o proprietário, conversou com cada funcionário separadamente, passando as novas atividades que deveriam ser desenvolvidas por cada um.

   Chegando a vez do Joãozinho, o proprietário começa a dizer:
Joãozinho... A partir de hoje você terá uma nova tarefa. Você será responsável por anotar tudo que entre ou saia do estabelecimento.
  Como o porteiro não esboçava qualquer expressão, o proprietário resolve se certificar se o homem havia entendido tudo que deveria ser feito.
  Quando questionado o porteiro responde ao proprietário que havia entendido tudo, exceto a parte onde deveria ler e escrever, uma vez que não sabia fazer nenhum nem outro.

  O dono do estabelecimento fica desolado, prometera não despedir ninguém, mas também não poderia manter um porteiro que não soubesse ler nem escrever.

Foi com muito pesar que o dono demitiu seu Joãozinho .
   No caminho para casa Joãozinho começou a pensar, sobre como seria sua vida a partir daquele momento, pois se já não fosse desgraça suficiente perder o emprego, ele sabia que sendo analfabeto, provavelmente não iria conseguir outro.

Foi nesta hora que o porteiro teve uma idéia.
  Lembrou-se que costumava fazer pequenos reparos nas horas vagas, e que muitas vezes consertava coisas lá no puteiro.
  Tomado por um fio de esperança seu Joãozinho resolve ir até a cidade vizinhas e comprar algumas ferramentas.

  Chegando lá comprou um martelo, alguns pregos e voltou para sua cidade.
  De volta ao vilarejo encontrou um velho conhecido que lhe pediu o martelo emprestado.
  Seu Joãozinho diz ao homem que não pode emprestá-lo, Pois era a única ferramenta que possuía, e que dali para frente ela seria sua única fonte de renda.

  O homem insiste, e diz que é muito atarefado e por isso não pode ir até a cidade vizinha para comprar a ferramenta.
  Então o homem faz uma proposta.
  Diz ao Joãozinho que lhe dará o dinheiro de dois martelos mais o dinheiro da passagem, caso ele aceite vender a ferramenta.
  Vendo que era algo a ser considerado Joãozinho não pensou duas vezes, entregou o martelo ao homem.

  De volta à cidade vizinha, Joãozinho comprou seu martelo, e com o dinheiro que restou comprou um serrote.
 Ao voltar novamente para o vilarejo, encontra outro homem que pede ao Joãozinho que venda o serrote para ele, pois também não tem tempo de ira até a cidade.

   Isto se repete diversas vezes, até que Joãozinho resolve montar uma barraquinha.
 Após um tempo o volume de vendas estava gerando dinheiro o suficiente para aumenta o negócio, vendo uma oportunidade de crescimento Joãozinho não perde tempo e resolve abrir uma pequena lojinha.

  Este fato se repete inúmeras vezes, fazendo com que Joãozinho torne-se o maior comerciante do vilarejo.
  Neste cenário desenvolve-se uma trama paralela.
  É tempo de eleição, e um candidato busca desesperadamente ganhar votos e derrotar seu maior rival.

  Ao pensar em uma maneira de virar o jogo, ele lembra-se do seu Joãozinho, um homem muito querido no vilarejo. Pensa que apenas aparecer ao lado do Sr Joãozinho, já será o suficiente para conseguir os votos que necessita.
  Porem era preciso bolar uma maneira de ”aparecer” ao lado de distinto senhor.

Então ele resolve conversar com o prefeito da cidade, amigo pessoal e aliado em sua candidatura.
 Quando consultado, o prefeito diz ao candidato que seria interessante fazer uma homenagem ao comerciante; diz que uma maneira de homenageá-lo seria dando um certificado de cidadão honorário.

 E é isto que o candidato faz.
 No dia do comício chama o Sr joazinho ao palco e começa o discurso.
 Diz ao povo que iria prestar uma homenagem a um cidadão muito importante, diz que seu Joãozinho era homem de fibra e que havia construído um império com muito trabalho e esforço e que havia começado do nada, com apenas um martelo.

 Ao escutar estas palavras o povo aplaude o candidato, com grande barulho
  E o homem aproveitando da euforia do povo entrega o certificado ao comerciante e pede para que ele o assine.
  Seu Joãozinho fica todo sem jeito, mas como não era homem de se acovardar, puxa o candidato e diz que não pode assinar, pois não sabe ler nem escrever.

  O candidato que não perdia uma só oportunidade aproveitou-se da situação, e diz ao povo:
- vocês estão vendo este homem?  Ele não sabe ler nem escrever, e mesmo assim conseguiu ser um dos mais prósperos comerciantes da cidade! Agora imaginem vocês o que não teria feito este homem se soubesse ler e escrever! Ao passo que seu Joãozinho responde:

  Meu senhor se soubesse ler e escrever eu ainda seria o guarda do puteiro!
  Esta historia engraçada é muito parecida com a historia de muitos homens e mulheres que fizeram a diferença em nossa historia.
  Muitos deles começaram suas vidas do zero, alguns como o caso do nosso porteiro não sabiam ler nem escrever.

  Um destes homens foi Abraham Lincoln, teve uma infância muito difícil, aprendeu a ler e escrever com livros emprestados de seus vizinhos. Já na vida adulta foi considerado um dos melhores presidentes que os E.U. A já tiveram.
  Aqui no Brasil temos como exemplo a senadora Luiza Elena, que foi acometida por diversas enfermidades na infância, e começou a trabalhar em casa de família logo cedo. 

  Foi lá que com a ajuda dos patrões (que eram professores) ela teve seu primeiro contato com os estudos, isto já aos 17 anos.
  Eu resolvi contar esta historia que me foi contada por um amigo queridíssimo, para mostrar que não importa qual a sua limitação, se você é pobre, se estudou em escola publica ou se nem mesmo foi à escola, você ainda pode vencer na vida.

  E mais, talvez isto que você chama de deficiência seja o passaporte para uma realidade muito melhor.
  Se você é do tipo que pensa que nunca será ninguém que nunca conseguirá um emprego melhor ou que já está velho e desatualizado para o mercado de trabalho, está na hora de tomar uma atitude.
  Existem diversas maneiras de dar a volta por cima, e ficar parado com certeza não é uma delas.

  Este é o momento de analisar sua vida, de colocar suas habilidades e limitações no papel, fazer um inventario, e traçar uma estratégia para vencer suas limitações.
  Tente lembrar-se de coisas que gostava de fazer e que poderiam se tornar uma fonte de renda.


  Caso veja que é possível aperfeiçoar-se em determinada área, busque cursos palestras sobre o tema, volte a estudar, enfim faça algo para que as novas oportunidades possam bater a sua porta, abra sua mente para as novas possibilidades.

   Na maioria das vezes as soluções estão bem diante de nossos olhos, porem é preciso que a vida nos dê uma rasteira para podermos enxergá-las.


  

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